18 novembro 2009

A LOCALIDADE TITARA EM PORTO-PI ESTÁ ENCANTADA COM O PROJETO CORDEL NA ESCOLA


UNIDADE ESCOLAR “TOTE OLIVEIRA”
LOCALIDADE TITARAS

PROJETO CORDEL NA ESCOLA




Objetivos
 Reconhecer a importância da literatura de cordel enquanto patrimônio histórico e cultural do povo piauiense, nordestino e brasileiro.

 Utilizar a poesia de cordel como recurso pedagógico para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo.

 Estimular a leitura, produção e edição de folhetos de cordel entre professores, alunos e demais integrantes da comunidade escolar.

 Contribuir para o resgate da literatura de cordel na perspectiva de transformá-la em veículo de comunicação de massa.

 Realizar exposições em escolas, nas localidades dos alunos, emissoras de rádio, carros de som, em outros ambientes e meios de divulgação.
Justificativa


A poesia popular, enquanto literatura oral já existe há mais de 3.500 anos. No Brasil o cordel chegou, trazido de Portugal, onde era vendido como "folhas soltas", mas foi com um poeta nascido em Pombal, que ele ganhou celebridade. Foi Leandro Gomes de Barros quem primeiro passou a editar e comercializar, no final do século XIX, o folheto na forma tal como temos atualmente, por isso ele é considerado o patriarca dessa expressão popular e a Paraíba é tida como o berço da literatura de cordel.

O cordel que era vendido nas barracas das feiras livres pendurado em cordões e recitado ou cantado pelos poetas violeiros para atrair os compradores, hoje sofre dos males do esquecimento e do abandono, explicado pelo advento da era tecnológica e assimilação desenfreada da cultura estrangeira. Ele já foi, no interior do Nordeste, o jornal, a música, o lazer de um povo que se reunia nos salões ou terreiros das casas para fantasiar histórias lidas por aqueles que dominavam os códigos da leitura e servia também para alfabetizar tantos outros que às vezes sabia de cor folhetos famosos. O hábito de ler cotidianamente o cordel fez surgir no Nordeste poetas de expressão como Patativa do Assaré e revelar ao mundo uma música inigualável de Luiz Gonzaga, valores que sintetizam a grandiosidade da nossa arte popular.

O cordel precisa sobreviver e voltar a ser uma cultura de massa tal como antigamente. Certamente alguns poetas continuarão nas feiras, outros levarão suas obras às bancas de jornal, livrarias, outros ainda procurarão utilizar os recursos da mesma era tecnológica que ajudou a sucumbi-lo - como o rádio, jornal, tv e agora mais recentemente a internet - para fazer chegar aos quatro cantos do mundo a imponente cultura nordestina.

Contudo, acreditamos que a literatura de cordel só poderá se transformar numa cultura de massa a partir do momento que a escola passar a estimular o seu uso, ou seja, a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários) adotar o hábito da leitura. Quando a escola procurar conscientizar a todos da real necessidade de se preservar o cordel enquanto saber histórico, estaremos caminhando em direção a sua revitalização.

Levar a literatura de cordel até a escola significa oferecer um importante e motivante meio de educação aos alunos dos ensinos fundamental. Através da poesia popular o aluno poderá conhecer aspectos da história do nordestino, pois o cordel retrata a cultura, o cotidiano, a realidade do povo e suas peculiaridades. Mas pode versar sobre qualquer assunto e ser utilizado como recurso pedagógico para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo...

Ter o cordel nas bibliotecas das escolas pode representar um passo extremamente valioso para o devido reconhecimento e resgate desse tipo de literatura e dar à nova geração a oportunidade de apreciar a riqueza e expressividade da nossa cultura. Significa observar o contato do passado, da memória do saber tradicional, do conto poético numa linguagem ao mesmo tempo simplória e bela, de fácil compreensão e de uma engenhosidade singular observada na construção dos versos e rimas. A escola tem que obrigatoriamente prestigiar a cultura popular, caso queira preservar a sua própria história. E demonstrar preocupação na manutenção do saber é assumir e incorporar a sua rotina o contato com as manifestações que o povo cultiva, que apresentam significância e um visível potencial pedagógico. A literatura de cordel é uma dessas manifestações que devem e precisam ser utilizadas no ambiente escolar.

Enquanto livro para-didático ou leitura suplementar o cordel pode conduzir o leitor a uma viagem fascinante, a um universo textual completamente diferente do habitual onde a rima é um dos elementos que atrai, que desperta a curiosidade além de suscitar a sensibilidade artística.

No espaço escolar o cordel poderá ser usado para estimular a criatividade. Como é uma leitura que pode ser cantada, acompanhada de um ou vários instrumentos musicais como viola, rabeca, sanfona, violão, pífano, zabumba, flauta, pandeiro ou outro de interesse do professor, vemos a riqueza da sua utilização. Indiretamente há um incentivo à aprendizagem de determinado instrumento musical, ao próprio canto e à estimulação da educação rítmica, mesmo para aqueles que não queiram estudar ou compor música. Finalmente pode-se orientar os alunos a produzir histórias, o que de fato mais contribuirá para que sejam revelados valores e com isso fazer perpetuar em nossa região o estigma de lugar dos grandes poetas.

Por ser confeccionado com material simples, o folheto de cordel tradicionalmente teve preço acessível e as pessoas de baixo poder aquisitivo sempre tiveram oportunidade de adquiri-lo. Hoje falta divulgação para que ele seja conhecido pelas novas gerações, além de políticas públicas de incentivo.

Adquirir títulos com o objetivo de serem distribuídos aos alunos da rede pública de ensino, bem como a sua aquisição para o acervo das bibliotecas das escolas, poderiam ser iniciativas dos governos que muito iriam contribuir nessa tarefa de promoção do cordel. Outro meio seria a realização de concursos no interior das escolas, patrocinados com a incumbência de revelar talentos onde os vencedores poderiam ter as suas obras editadas.

Na escola o aluno deveria ser estimulado a ler, compor, conhecer as rimas, os tipos de versos, assim como estudar e criar a própria xilogravura e o professor ter oportunidade de participar de cursos sobre cordel para poder ter melhor embasamento para trabalhar com os alunos.

Considerando a literatura de cordel como Patrimônio Histórico do Povo piauiense, nordestino e brasileiro, vimos sugerir à Secretaria de Educação de Porto-PI, que seja implantado o "Projeto Cordel na Escola" na Unidade Escolar “Tote Oliveira” com o objetivo de favorecer o acesso ao cordel para todos os alunos da escola.
Orçamento
1 - Preço do cordel por unidade...........R$ 1,00(um real).


2 - Quantidade de cordéis que compõe o kit..........20(vinte).

2.1 - Preço do kit de cordel por unidade........................R$ 20,00(vinte reais).

Público alvo
* Turmas do turno da tarde: 6º “A” e 7”A”
* Turmas do turno da noite : 6º “B” , 7º “B”, 8 “A” e 9º “A”

ESTRATÉGIAS
- Realização, duas vezes por semana, de leitura e debate de folhetos de cordel entre alunos de 6º ao 9º anos.
- Estimular a produção de estrofes em sextilhas em todas os anos de 6º ao 9º, principalmente em datas festivas, sobre vários assuntos.
- Disponibilizar na biblioteca da escola, para todos os alunos, um acervo para utilização nas aulas vagas, recreio ou para empréstimo.
- Exposição sobre a técnica da elaboração das estrofes em sextilha, ou seja, a rima no final da palavra dos 2o, 4o e 6º versos, ex.:
A Gripe Suína em Cordel
Autor: Orlando Paiva

O mundo inteiro está alerta
Vive uma grande agonia.
Vítima de uma doença
Como há tempos não se via,
Estou falando da “Gripe Suína”
Que já virou pandemia.

Com o nome de "Nova Gripe"
Também foi batizada.
Através do vírus H1N1
A mesma é propagada,
Ainda não existe vacina
Que deixe a população curada.

- Construção coletiva de estrofes em sextilha sobre diversos temas:
O professor ou um aluno sugere um verso inicial e anota-se no quadro de giz. Em seguida o professor solicita que os alunos deem opiniões de versos para a montagem da estrofe.
- Construção individual de estrofes:
Sugere-se um tema e os alunos escrevem um verso ou uma estrofe.
- Estímulo à utilização do aspecto rítmico do cordel através do canto das estrofes tal como os repentistas, aboiadores e outros tipos e estilos musicais.
CONCLUSÃO
A experiência ora descrita foi desenvolvida sem a necessidade de se utilizar recursos específicos, numa escola com uma inadequada estrutura física e insuficientes materiais didáticos. Basicamente foram usados apenas o acervo de 20 títulos, quadro de giz, lápis, papel e a sala de aula para a implementação dos trabalhos.
A forma como é exposto o conteúdo através da poesia de cordel proporciona o debate onde é possível explorar, dentre outras possibilidades, o humor, que torna motivante a leitura.
Aqui, defendemos a idéia de que a escola é palco para o exercício da cidadania, onde o conteúdo deve proporcionar uma mudança na atitude das pessoas.
Em relação a repetência e evasão escolar, consideradas grandes dificuldades vividas pela escola pública de todo o país, este trabalho não apresenta um suficiente preparo para encaminhar sugestões, porém devemos enfrentá-los enquanto problemas que estão diretamente relacionados a estrutura da sociedade, que precisa passar por reformulações profundas.
No ambiente escolar é preciso que o aluno seja visto como alguém mais importante por todo o corpo funcional e tratado com mais amor e respeito, pois a maioria dos discentes é vítima do descaso social, da miséria, do abandono, das famílias desajustadas.
A escola pode ser um refúgio, mas também poderá não ter muito significado desde que não atenda às necessidades de bem-estar, prazer, carinho, proteção e alimentação. O conhecimento (o saber, a aprendizagem), o comportamento social ajustado do aluno, baseado na disciplina e respeito ao próximo serão conseqüências da receptividade que lhe é fornecida por um espaço limpo, organizado, bem cuidado, que disponha de uma orientação espiritual libertadora (sem fanatismos), de uma alimentação de qualidade e contínua - que seja diferente da sua rotina muitas vezes angustiante e precária - de pessoas (mais bem remuneradas) que a amparem e decisivamente sejam comprometidas com a transformação do quadro existente.
AVALIAÇÃO
* Observação
Da leitura, declamação, interpretação e canto dos versos de cordel no ritmo característico.
* Produção de estrofes
Exposição dos textos na escola e em outros locais da comunidade.
Edição no blog do Gestar dos textos em Literatura de Cordel Produzidos pelos alunos.
BIBLIOGRAFIA
E-mail: literaturadecordel@bol.com.br
Sites: http://literaturadecordel.vila.bol.com.br
http://chicodiniz.vila.bol.com.br
E-mail:
-DINIZ, Francisco Ferreira Filho Diniz - Subsídios do autor enquanto cordelista e professor de educação física.
- SÃO MARCOS, Instituto – Subsídios dos alunos dos turnos manhã e tarde da 3.ª a 6.ª séries, Santa Rita-PB, 2003.
- FREITAS, Orlando de Paiva Freitas – Subsídio do autor enquanto cordelista, professor, Secretário de Cultura do município de Porto-PI.

11 novembro 2009

PROJETO DE LEITURA

1. CARACTERIZAÇÃO

ESCOLA: Unidade Escolar “NILO SOARES DO REGO”
TEMA: Despertando para a leitura
PERÍODO: Outubro, novembro e dezembro
CLIENTELA: Alunos de 6º ao 9º anos


2. INTRODUÇÃO

A escola, sendo um espaço propício ao incentivo à leitura, é capaz de fazer com que o aluno ponha em questão o universo em que está inserido, dando-lhe margens para interagir como sujeito que pensa. O aluno não pode se limitar às ideias de educadores que veem a leitura como simples decodificação de símbolos gráficos, sem buscar na sua essência os pressupostos básicos de fazer aflorar o senso crítico nos seus alunos, partindo de uma necessidade própria de instigar constantemente, socializar a curiosidade e não se satisfazer com ideias prontas, sabendo julgá-las quando necessário.

O professor é fundamental nesse processo, garantindo o espaço e as condições para que os alunos se mostrem nas suas histórias, nas suas preocupações; é ela quem vai identificar, nesse universo de representação que se desvela, os temas, os problemas e os interesses a serem trabalhados pelo grupo. Não é priorizando os aspectos mecânicos da leitura que a escola criará um leitor reflexivo, crítico e participativo, capaz de estabelecer relações com seu mundo. Essencial é a função que o professor vai exercer no encaminhamento do processo da leitura.

Cabe à escola reconhecer sua capacidade de atuar como estimuladora do processo de leitura e propiciar o máximo em experiências, não apenas com base no código linguístico escrito, mas no ouvir, comentar, criticar, sugerir, ler diferentes linguagens.

O aluno deve ter acesso aos mais variados materiais de escrita, sem, contudo, tornar-se passivo enquanto apenas recebe e aceita o que lê. Ao contrário, que seja encorajado o comentário, a crítica, a sugestão, como meios de promover a aceitação ou o questionamento sobre o texto lido. Esse parece ser um caminho mais eficaz que aquele comumente percorrido na escola.

Com essa perspectiva de despertar nos alunos a busca prazerosa pelo ato de ler, de promover a leitura entre eles de maneira autônoma, reflexiva e crítica, foi que surgiu o Projeto Despertando para a leitura, implantado pelos professores de Língua Portuguesa e Matemática cursistas do Programa da Aprendizagem Escolar – Gestar II, para os sessenta e seis alunos de 6º e 9º anos do ensino fundamental nos turnos vespertino e noturno na Unidade Escolar Nilo Soares do Rêgo.





3. JUSTIFICATIVA
O projeto “Despertando para a leitura” é uma iniciativa dos professores, coordenadores, diretores e alunos para criar em todos da escola o hábito da leitura, pois se essa experiência fosse um hábito rotineiro as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo. O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim com certeza ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz.
O ato de ler pertence aos elementos essenciais do universo. Segundo Paulo Freire, todos somos leitores e só a partir dessa certeza é que tudo o mais no mundo cria-se e recria-se. Através da leitura, o homem forma conceitos e questiona sentidos, generaliza palavras e particulariza idéias, comunica verdades e desconstrói hipóteses. Sem a leitura, nada no universo da linguagem é possível, e “tudo” só é possível pelo viés do universo da linguagem.

Quando um professor conta histórias em sala de aula, ele consegue levar ao seu aluno. Um dos elementos mais necessárias ao desenvolvimento do ser humano: a ação de criar, recriar, imaginar, ir além do real e conseguir ser mais sensível, mais feliz. Na verdade, todo professor deve ser um leitor, pois só assim poderá auxiliar na formação de leitores

As relações entre os povos se estreitaram com a globalização. O mundo passa por profundas transformações, e o foco hoje está centrado em um leitor que não apenas decodifica palavras, mas que passa a exercer uma relação interativa com o autor, refletindo e opinando criticamente sobre a produção textual ofertada.
Será que nossas escolas estão formando novos leitores? Ou ainda: será que nossas escolas estão preparadas para esse novo paradigma? Para responder a essas perguntas, devemos considerar que é necessária uma grande mudança comportamental que tenha como objetivo democratizar o processo de leitura. Sabemos que, durante a vida escolar, a leitura tem sido colocada de forma compulsória e ditatorial, os alunos leem avidamente na busca de assimilar o maior número de informações possível para realizarem um exame posteriormente, sem se dedicarem a uma reflexão sobre o assunto, e sim a uma rotina mecânica de aprendizagem.
Formar leitores não é tarefa fácil, e essa responsabilidade não poderá ficar restrita à escola. Os pais podem e devem participar dessa construção do novo leitor, incentivando a leitura, tornando-a um momento de integração familiar e de lazer, sentando ao lado dos filhos para contar histórias, encantando e mexendo com o imaginário dos pequenos leitores por meio de recursos como fantoches, entre outros que darão vida e movimento aos personagens de maneira que esse momento poderá se tornar uma brincadeira significativa para todos. O processo de leitura deve ser estimulado desde a infância, antes mesmo de a criança ser alfabetizada. O incentivo e o estímulo facilitarão seu aprendizado, permitindo que ela, no futuro, seja uma leitora assídua, atuante e consciente do seu papel na sociedade.



4. OBJETIVO GERAL
*Despertar os alunos a gostar de ler e interagir com o texto de modo prazeroso.



5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

* Incentivar o gosto pela leitura.
* Tornar a leitura prazerosa.
* Oportunizar ao aluno a escolha do livro que irá ler.
* Dar liberdade ao aluno de fazer críticas ou elogios acerca do livro lido.
* Conhecer diversos textos, de difentes gêneros como: fábula, conto, crônica e história em quadrinhos.
* Promover e incentivar a livre expressão de ideias.
* Compreender a importância da leitura.
* Ampliar o vocabulário.
* Possibilitar o contato com os diversos tipos de texto.
* Incentivar o uso do dicionário como recurso para o entendimento das palavras desconhecidas.
* Possibilitar a troca de conhecimentos.
* Envolver os professores da escola no um projeto de incentivo à leitura.
* Trocar opiniões e discutir interpretações sobre aspectos dos contos, das fábulas, das crônicas e das histórias quadrinhos.



6. PROBLEMATIZAÇÃO
5.1.O QUE SABEMOS?
• Que professores e alunos tem dificuldades na leitura e interpretação de textos.
• Que a escola possui um razoável número de livros em consideração ao número de alunos de 6º ao 9º anos matriculados na escola.
• Que trabalhar com projetos traz resultados considerados quanto à aprendizagem.
• Que os alunos não são estimulados a praticar leitura por prazer.
• Que a escola apoia o projeto de incentivo à leitura.
5.2. O QUE QUEREMOS SABER?

• Conhecer diversos gêneros textuais.
• Quais os motivos que interferem na aprendizagem dos alunos.
• Que tipos de atividades de leitura que mais interessam aos alunos.
• Descobrir os alunos que gostam de produzir diferentes tipos de textos.
• Quais os gêneros preferidos pelos alunos.

5.3. COMO VAMOS FAZER?
• Serão selecionados livros e textos de autores consagrados como Ruth Rocha, Monteiro Lobato, Luís Fernando Veríssimo, etc.
• Ler e produzir histórias em quadrinhos.
• Expor o maior número de textos no mural da escola para chamar a atenção dos alunos para leitura dos mesmos.
• Durante a leitura dos textos, o professor faz comentários, perguntas, contextualizações, esclarecimentos sobre o tema, ou significados de palavras ou expressões, enfim, o que for necessário.
• Após a leitura do texto, os alunos, em grupo, escolhem o que vão produzir em seus trabalhos: uma parte do texto, ou o todo o texto, ou uma das personagens, enfim, o que mais lhe agradou.
• Os textos produzidos serão registrados no blog do Gestar II: as produções individuais e coletivas.

7. MATRIZ CURRICULAR
• Língua Portuguesa
• Matemática
• História
• Geografia
• Ciências
• Artes
• Ensino Religioso
• Língua Estrangeira
• Temas Transversais

8. OBJETIVOS
CONCEITUAIS
• Pesquisar, conhecer, ler, identificar, saber, fazer, produzir, criar.
PROCEDIMENTAIS
• Dramatizar, apresentar, relatar, montar, recortar, demonstrar, expor, orientar.
ATITUDINAIS
• Valorizar, identificar, reconhecer, recriar, gostar, criticar, respeitar.
9. DESENVOLVIMENTO
• Os alunos irão ler histórias em quadrinhos selecionadas pelos professores, irão aprender os formatos dos balões, a linguagem adequada aos quadrinhos, as onomatopeias, as imagens. Para que possa produzir seus próprios quadrinhos. Pois sabemos que as HQ tem o poder de estimular os jovens no que diz respeito à leitura.
• Os professores promoverão rodízio de leitura nas salas de aulas, onde uns alunos farão o comentário do livro lido e empolgará os colegas a ler também.
• Todos os textos produzidos serão revisados por eles mesmos e pelos professores para que eles possam fazer a reescritas, antes da exposição no mural da escola.
• Estudo da biografia de alguns dos escritores escolhidos nos determinados gêneros: para o gênero fábula o escritor Monteiro Lobato; para o gênero conto Ruth Rocha; para o gênero crônica Luís Fernando Veríssimo.

10. RECURSOS
HUMANOS
• Alunos, professores, diretores, coordenadores, pessoal administrativo, pais e comunidade.
MATERIAIS
• Livros variados de poesias de autores brasileiros
• Cartazes, vídeos, jornais, revistas
• Pincéis hidracor, cola, tesoura, papel ofício,cartolina, fita adesiva, cordão
• Datashow, notbook, caixa amplificada
11. CULMINÂNCIA
A culminância do projeto será realizada através de : dramatizações, produções de textos como: fábulas, contos e crônicas, histórias em quadrinhos.As apresentações acontecerão no pátio externo da escola, com a presença de toda a comunidade escolar.

12. AVALIAÇÃO

O projeto será avaliado através de relatórios, material fotográfico, depoimentos dos alunos, professores e pais de alunos.
O ato de avaliar é contínuo, e contínuas deverão ser as dinâmicas de acompanhamento de todos os envolvidos na vivência deste projeto. As produções serão editadas no blog do Gestar II de Língua Portuguesa (gestarsilvana.blogspot.com)
13. BIBLIOGRAFIA
• TPs do Programa Gestar II;
• Projeto Araribá-Português- Editora Moderna 2006
• Revista Nova Escola- Agosto 2009/ Setembro 2009
• Dicionário Aurélio
• Revista ConstruirNotícia Nº33 Ano 06-Março/Abril


ANEXOS



Dos brasileiros de 15 a 64 anos...

61% têm muito pouco ou nenhum contato com os livros

47% possuem no máximo dez livros em casa

30% localizam informações simples em uma frase

37% localizam informação em texto curto

25% estabelecem relações entre textos longos

Quantos livros uma pessoa lê por ano...

França 7

Estados Unidos 5,1

Itália 5

Inglaterra 4,9

Brasil 1,8

Fonte: Câmara Brasileira do Livro, Instituto da Biblioteca Nacional, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Ministério da Educação

20 outubro 2009

Gestar II de Língua Portuguesa em Porto-Pi

O amigo do Gestar II de Língua Portuguesa, professor João Elton, fez questão de desenhar os formadores Maurício e Fábio, nada mais justo já que todos os cursistas e a formadora Silvana Silva também foram caricaturados. A imagem foi apresentada no último encontro do Gestar II, no dia 07/10. No encontro estudavam a TP1 Linguagem e cultura - Unidade I Variantes Linguísticas: dialetos e registros. O texto foi um bom exemplo do assunto estudado.

RELATÓRIO DA OFICINA DO GESTAR II
PORTO, 07/OUTUBRO DE 2009

Iniciamos o encontro com um vídeo de auto-estima “Gente fina”. Lemos os objetivos da Oficina e juntos fizemos a oração do professor. Apresentei a Unidade 01 do caderno Teoria e Prática 01- Língua e Cultura. Fizemos um levantamento de todos os TPs já estudados, e perguntei por qual motivo eles achavam que iniciamos a formação continuada pela TP3. Surgiram várias opiniões, mas umas das cursistas chegou a conclusão mais acertada de acordo com as instruções dos formadores da Unb.
Analisamos algumas questões da prova do Enem, divulgada pelo Mec, e observamos a variedade de textos e os descritores de cada questão. A professora Suelly fez uma observação dizendo que as questões não diferem dos exemplos do guia e das questões para a prova Brasil.
Em seguida lemos juntos uma história em quadrinho do Chico Bento, para ilustrar os dialetos da Língua Portuguesa. Além disso fizemos a interpretação dos quadrinhos e após várias discussões concluímos que todo professor deve conhecer a realidade dos alunos, atitudes e comportamentos, para que possa avaliá-lo de forma mais justa. Pois a mudança de atitude muitas vezes esconde problemas familiares que a escola desconhece.
A sala estava arrumada em grupos de três e foram formados de acordo com a ordem de chegada dos cursistas. Nas mesas estavam os bombons com forma de abelhinhas(dinâmica já mensionada no portifólio), além de servir para a divisão dos grupos, pedi que produzissem textos sobre a dinâmica, foram criadas fábulas, poesias e uma tirinha.
Formaram-se os grupos para a resolução de algumas atividades da AAA1 para aplicarem em sala de aula, os mesmos leram os textos e planejaram sequências didáticas para as atividades escolhidas, na oportunidade da formadora do Gestar II de Língua Portuguesa irá participar da aplicação da aula. E durante os plantões pedagógicos cursistas e formadora selecionaram o material como texto de reflexão, cópias e outros recursos.
Como dia 07/10 é dia do compositor, levei a letra de músicas como Epitáfio (Titãs), É preciso saber Viver(Titãs), Asa Branca (Luiz Gonzaga) e Amor Maior (Jota Quest) para fazermos a avaliação do encontro. Cantamos cada uma das canções e os grupos através da mensagem de cada uma das músicas os cursistas fizeram a avaliação do encontro.
No final do encontro a formadora apresentou alguns vídeos em homenagem ao dia do professor, próxima quinta-feira dia quinze de outubro.

Formadora do Gestar II
Silvana Silva

01 outubro 2009

Literatura e adolescentes: tudo a ver.



Encontro dia 23/09/2009
Porto-PI
Alunas do Ensino Fundamental de 6º ao 9º anos foram convidados a participar do 12º encontro do Gestar II de Língua Portuguesa na Biblioteca Municipal de Porto-PI. A aluna Paula da U. E. Nilo Soares do Rego, localidade São Francisco; a aluna Laiana da U. E. Tote Oliveira, localidade Titaras; A aluna Ana Maria da U. E. Otávio Falcão, sede; e Karina Dutra aluna da U. E. Profª Teresinha Bastos, sede.
A formadora Silvana apresentou as alunas e disse qual o objetivo do convite, que era mostrar que alunos-adolescentes gostam de ler, e pediu que cada uma delas relatasse suas experiências com a leitura, os cursistas chegaram a se emocionar com alguns depoimentos.
Durante a realização da oficina as alunas procuravam nas estantes da Biblioteca livros que pudessem levar emprestado. No final do encontro a formadora Silvana agradeceu a presença delas e entregou um marcador de página como lembrança do Gestar II de Língua Portuguesa.
A formadora do Gestar apresentou em slides 15 motivos que nós temos para ler sempre. As novas práticas de ensino têm muito a enriquecer o dia-a-dia da escola. Por exemplo, sabemos hoje que o aluno tem um conhecimento prévio da língua, produto de suas experiências e vivências, conhecimento esse que pode, efetivamente, contribuir com a leitura e o entendimento de textos. Cabe a nós, professores de língua, ativarmos e explorarmos todas as possibilidades que o aluno tem de interagir com o texto.A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A Unidade 23 O processo de revisão textual: revisão e edição- trouxe um tema que requer mais atenção do cursista na análise dessa etapa do Gestar II.
A Unidade 24 Leitura para adolescentes, a última unidade da TP6, foi trabalhada de maneira muito interessante, onde todos participaram das discussões e puderam compartilhar suas experiências de leituras quando adolescentes.
A professora Emília fez a avaliação do encontro, elogiando todos os cursistas presentes que estavam concentrados no estudo da última Unidade da TP6 - com o tema Literatura para adolescentes, e uma crítica construtiva a cobrança da participação da Secretária Municipal de Educação em um dos encontros do Gestar, para compartilhar as dificuldades enfrentadas dos mesmos e para que possa ouvir as sugestões para melhorar o ensino nas séries iniciais.

Formadora do Gestar II de Língua Portuguesa
Silvana Silva

16 setembro 2009

Gêneros e Tipologias Textuais

Relatório do 4ª Oficina em Matias Olímpio/PI
Em 12/08/2009

Iniciamos o encontro às oito e meia com a mensagem “Livro da vida”, que trouxe uma reflexão sobre nossas vidas, de vivermos intensamente a cada dia. Levando a lição pra nossa profissão, devemos fazer tudo o que pensamos, planejamos não pensando em recompensas, mas por nossa própria realização como pessoa e como professor-educador.
Estudamos as unidades da TP3- Gêneros e Tipos Textuais. Com os objetivos de Caracterizar as sequências tipológicas narrativas, descritivas, injuntivas, preditivas, expositiva e argumentativa. Essas sequências tipológicas para alguns professores é novidade, e nas TPs esses conteúdos são trabalhados de maneira bem clara, uma linguagem precisa. O Gestar é um programa a luz dos PCNs , Parâmetros que já tem mais de uma década, mas que muitos professores ainda não conhecem as metologias das novas tendências pedagógicas no ensino da Língua Portuguesa.
Falamos sobre o projeto de leitura da escola estadual “Augusto César Maia” que vai acontecer na sexta-feira, 18/09/2009. A cursista Maria Alves da Costa está à frente da proposta de incentivo a leitura, principalmente aos alunos do turno noturno, onde as dificuldades de aprendizagem é maior. A professora Jaqueline está trabalhando o cordel e os alunos irão dramatizar uma peça teatral sobre esse gênero tão popular. Inclusive foram utilizadas algumas atividades das AAAs pra ilustrar o gênero Cordel.
Apresentei em slides as dez maneira para que nossos alunos adquiram o gosto pela leitura. Pois sabemos que a leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler, talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.
A análise dos slides foi muito oportuno para o momento já que estamos trabalhando a TP3- Gêneros e Tipos Textuais. Sugeri uma sequência didática a professora Irene , entreguei-lhe alguns textos e apresentei-lhe a revista Nova Escola, do mês de agosto, que traz como tema Gêneros Textuais, para que ela trabalhe com alunos de 6º ao 9º ano.
Marcamos o próximo encontro para sábado dia 19/09/2009.
Formadora do Gestar II de Língua Portuguesa
Silvana Silva

01 setembro 2009

Unidade Escolar Professora Teresinha Bastos- 15 anos de Histórias

TERESINHA BASTOS – UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

15 Anos de História



Há muitos anos atrás
Numa cidade do norte
Um prefeito construiu uma casa,
Antes de sua morte.

Passados alguns anos
Em nova administração
A casa foi transformada
Em lugar de educação.

Depois da obra concluída,
Deram-lhe um nome interessante,
Pois valorizar nossa gente
É uma atitude brilhante.

Por se tratar de uma escola
Seria justo homenagear
Uma pessoa da terra
Que muito soube educar.

Teresinha Bastos foi
O nome que deram à escola
Hoje a maior do município
Onde a educação é show de bola.

A Escola Teresinha Bastos
É uma escola amorosa
Os alunos se sentem bem
Por ser ela maravilhosa.


Lá tem alunos que estudam
Outros não querem não
Aqueles que não estudam
Já sabem, ficarão na mão.

Dela muitos se orgulham
Pois estudam com esforço
Para ser bom profissional
E não ficar no fundo do poço.

O colégio Teresinha Bastos
É uma escola de tradição
Por ela passam muitos alunos
Que um dia se formarão.

O auxílio na educação
É tarefa de professores geniais
Pois lidam com alunos prestativos,
Esforçados e intelectuais.

Os alunos fazem atividades
Todos são capacitados
Discutem quando necessário
Pois importante é o aprendizado.

O livro é grande amigo
Precisa ser bem cuidado
São pelos alunos protegidos
Com amor são encapados.


Esta escola onde todos
Estudam pra valer
Precisa ser valorizada
E assim não parar de crescer.

Falando em crescimento
É importante ser citado
Algumas atividades que são
Pela escola realizadas.

É como muito empenho e dedicação
Que trabalham os profissionais
Pra mostrar à comunidade
Que cada um ama o que faz.

Não importa a área de trabalho
O importante é o sucesso
Pois uma escola desenvolvida
Leva o país ao progresso.

Como já falamos anteriormente
Das atividades desenvolvidas
Começaremos a mostrar
As ações desta escola querida.

Já teve feira de ciências
Projeto de arborização
A escola já foi até
Às margens do Parnaibão.



Às margens rio Parnaíba
Foi realizado o plantio
De várias espécies de plantas
Para proteger nosso rio.

O Teresinha também se destaca
Nas tradições locais
Tem alunos que dançam bem
Esses alunos do Teresinha são demais

Também é valorizada aqui
A cultura africana
Com projetos desenvolvidos
Por uma professora bacana.

A Quadrilha Explosão Junina
É grande destaque local
Formadas por alunos dedicados
Que lutam pelo mesmo ideal.

Pra falar tudo do Teresinha
É preciso bastante tempo,
Pois a nossa escola vive
Em constante desenvolvimento.

Por aqui vamos dar fim
Em nossas informações
Se quiser saber mais
Participe de nossas ações.

Alunos 7º A, 7º B e 8º B